UM ANTIMANUAL DE PSICANÁLISE
O que acontece quando a psicanálise deixa de se proteger da mudança e aceita ser atravessada pelo presente?
Em Um Antimanual de Psicanálise, Eduardo Leal Cunha parte da constatação de que a teoria psicanalítica corre o risco de se transformar em repetição: de autores, de escolas, de modos de fazer clínica e de ocupar o lugar do psicanalista. Em vez de oferecer um novo manual ou defender uma tradição, o autor propõe justamente o contrário: uma psicanálise em movimento, aberta ao conflito, à invenção e às transformações do nosso tempo.
Ao longo do livro, questões como gênero, sexualidade, colonialidade, transmissão, clínica, formação e teoria são recolocadas a partir de uma pergunta central: o que ainda pode a psicanálise hoje? Sem abandonar Freud ou Lacan, Eduardo Leal Cunha mostra que permanecer fiel à psicanálise talvez signifique, antes de tudo, permitir que ela continue se transformando.
Mais do que reunir ensaios sobre temas contemporâneos, Um Antimanual de Psicanálise é um convite a pensar uma clínica menos normativa, mais criativa e radicalmente comprometida com a escuta do presente.





